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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Pero Pais da Maia regressa a Portugal

O cargo de alferes-mor, era na estrutura organizativa medieval, talvez o lugar mais importante, pelo menos no que à estrutura militar diz respeito. Na condução dos exércitos a sua responsabilidade situa-se imediatamente a seguir ao próprio rei.

É um lugar de extrema confiança e até 1169 e há mais de 20 anos, foi desempenhado por Pêro Pais da Maia, mas depois do desastre de Badajoz, naquela data, deixou de figurar na documentação régia de D.Afonso Henriques, para começar quase de imediato a aparecer na da corte de Leão.

Tal facto demonstrou com clareza que houve um desentendimento entre o rei e o seu alferes, em clara responsabilização a esse seu alferes pela ocorrência nefasta, como aliás se descreve neste post.

Note-se que o substituto de Pêro Pais da Maia, fora Fernando Afonso, meio irmão de D.Sancho I e curiosamente também de Pêro Pais da Maia, explicando melhor Fernando Afonso e era filho de D.Afonso Henriques e Chamôa Gomes. Pêro Pais da Maia, filho desta última e de Paio Soares Capata (da família da Maia) e o rei D.Sancho como já foi dito filho de D.Afonso Henriques e de D.Mafalda.

Ora Sancho não deve ter apreciado esta nomeação de seu pai, bem como a nobreza tradicional, que esperava a nomeação nas fileiras das suas casa senhoriais e não num filho bastardo do rei. Não há dados sobre as relações entre os dois irmãos, separados por cerca de 15 anos de diferença.

Fazendo jus aos seus reconhecidos dotes estratégicos, D.Afonso Henriques, contudo, também nomeou um alferes para o jovem herdeiro Sancho, que muito embora hierarquicamente fosse "inferior" ao alferes do Rei, o facto é que até ao fim da vida de D.Afonso Henriques coexistiram os dois alferes.

Na altura em que D.Sancho assume o poder o alferes do reino era Pedro Afonso que se manteve nesse cargo até Dezembro de 1189. Pêro Pais da Maia, regressa a Portugal, depois da morte de D.Afonso Henriques, aparentemente por ter cessado a má vontade e as críticas que Afonso Henriques lhe imputava

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Acontecimentos no ano de 1186-(I)

Acontecimentos no ano de 1186

  • Doação ao bispo de Tui da Igreja de Macedo, para “reparar os males provocados pelo rei anterior, quando do cerco da cidade”.
Início do reinado, procurando organizar alguns aspectos "administrativos", bem como, típico dos reinados medievais, assentar as bases de entendimento com a Igreja.
Neste caso também havia a componente de "alivio de consciência", pela devastação da cidade galega nos finais da década de 70.
  • Abril,23-Nascimento de D.Afonso.
O futuro herdeiro da coroa, nasceu no dia de S.Jorge, um bom augúrio por ser um dos santos patronos da guerra. Foi o primeiro filho varão, antecedido pelo nascimento de 3 irmãs, duas delas que viriam a ser beatificada bem mais tarde no século XVIII.
  • Julho-Deslocação a Tomar em visita a Gualdim Pais que havia concluído a construção do Castelo, obra iniciada em 1160.
Em verdade não existe prova documental que tenha sido esse o motivo da visita de D.Sancho ou tentativa diplomática, de iniciar conversações sobre a divergência que existia entre a Ordem dos Templários e o bispo de Coimbra, sobre os direitos a receber pelas igrejas de Pombal, Redinha e Ega.

Resumidamente o litígio consistia no direito que o bispo de Coimbra achava assistir-lhe de receber parte dos rendimentos dessas igrejas, que os Templários que as tinham recebido como doação de D.Afonso Henriques se sentiam isentos desse pagamento.

A concessão de direitos sobre todas as igrejas da Covilhã ao bispo Martinho de Coimbra, que entretanto D.Sancho assinara, pareceu acontecer por compensação às perdas sobre os direitos das referidas igrejas.
  • Setembro,14-O arcebispo de Braga é convocado pela cúria romana para se apresentar em Tui, para apresentar provas a favor da sua causa no diferendo que opunha Braga a Compostela.
O arcebispo Godinho, alegou não poder comparecer porque tinha que "assistir ao rei" que se encontrava na extremidade do reino. O rei atestou a veracidade da argumentação, que foi aceite pelos juízes marcando nova audição para o dia 6 de Outubro, 3 semanas mais tarde
  • Outubro-O rei doa os castelos de Almada, Palmela e Alcácer do Sal aos cavaleiros de Santiago (Espatários)e ao bispo de Évora os regueng0s de Soveral, Avelal e Montijo.