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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O nascimento das gémeas Branca e Berengária

Por volta do ano de 1192 nasceram os últimos filhos de D.Dulce de Aragão, cujo parto supõem-se tenha estado na origem do falecimento da Raínha algum tempo depois.

Tratou-se do parto de D.Branca e D.Berengária.

Em criança terão passado parte de sua infância em Coimbra, na corte de seu pai, que já vivia nessa altura com Maria Pais Ribeira, a bela Ribeirinha.

Entre os 8 e os 10 anos foram, por ordem papal, enviadas para o Mosteiro do Lorvão, onde já se encontravam as restantes irmãs tuteladas pela irmã mais velha Teresa.

Branca professou em Guadalajara e viria a favorcer os dominicanos, especialmente os de Coimbra, vindo a fundar o Mosteiro de S.Domingos, juntamente com sua irmã Teresa.

Viria a falecer por volta de 1240 e está sepultada no Mosteiro de Santa Cruz em Coimbra.

Berengária depois da morte de seu pai acabaria por viajar até Flandres onde vivia a sua tia Teresa e talvez por influência dela tenha vindo a casar com Valdemar rei da Dinamarca, viúvo e apenas com um filho. Dela esperava-se tanta fertilidade como a de sua mãe e não veio a desiludir pois nos 7 anos de casada, veio a dar à luz 4 filhos, mas cujo crescimento não acompanhou pois viria a falecer em 1221 com pouco mais de 20 anos.

O seu casamento com Valdemar tinha acontecido em Ripen na Dinamarca em 1214.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Outros acontecimentos em 1192


  • Setembro,14-Concessão duma importância de 400 morabitinos a Santa Cruz de Coimbra para bolsa de estudo em França.
Desde o princípio da nacionalidade que Portugal se relacionava culturalmente com escolas europeia devido á influência de Cluny e ao papel fundamental da Igreja nas trocas de ideias e conhecimentos entre pessoas.

O aparecimento de universidades faz de Bolonha desde 1140 um grande centro de Direito Romano e de Paris desde 1170 o mais importante centro para o estudo de Teologia e de Artes.

Está documentada essa doação por carta de D.Sancho I ao referido mosteiro para subsidiar os seus cónegos nos seus estudo nos Estudo Geral de Paris.

  • Concessão do foral a Penacova

O foral da Vila, foi concedido por D. Sancho I em 1192, (segundo diz Pinho Leal). Podendo-se afirmar, sem exagero, que é o documento mais importante da história de Penacova.

Como se sabe, os forais daquele tempo eram cartas nas quais o rei ou os senhores muito poderosos indicavam normas que regiam a justiça e a vida social das povoações que lhes pertenciam, além de concederem sempre, amplos privilégios e garantias aos moradores.

Assim se conseguia que as famílias se unissem e prendessem a determinada povoação, fixando residência e colaborando na sua defesa e progresso. E foi graças ao foral que Penacova cresceu, nesses tempos difíceis, porque antes, em data imprecisa mas situada na segunda metade do século XII, todos os antigos habitantes abandonavam a terra.

Não conhecemos as razões mas sabemos que foi isso que levou D. Sancho a conceder o foral.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Mais um casamento anulado


O casamento de Teresa Sanches com Afonso IX de Leão a que deve juntar-se é preciso não esquecer o casamento de Sancho I com Dulce Aragão, concilia interesses entre os reinos de Portugal de Leão e de Aragão, o que equivalia a dizer-se que estava selado um aliança contra Castela.

Pelo menos deve ter sido esse o entendimento que Afonso VIII e os seus conselheiros terão tido desse casamento. ao pedir à cúria romana que o casamento fosse declarado nulo.

Realmente o seu parentesco era demasiado próximo, primos direitos, e a sentença foi dada pelo cardeal Guilherme de Santo Ângelo, legado papal de Celestino III ao Concílio de Salamanca.

O casal todavia não acatou essa ordem continuando a coabitar, sem obedecer às censuras de excomunhão e interdito sobre ambos e sobre os respectivos reinos.

A separação só viria a consumar-se 3 ou 4 anos depois.