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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Acontecimento no ano de 1194

  • Doação a ordem dos Hospitalários das terras da margem direita do Tejo-Guidintesta-Castelo Belver
A necessidade sentida de assegurar que as arremetidas dos sarracenos na fronteira sul do território não afectassem as povoações de "aquém Tejo" anteriormente conquistadas e herdadas de seu pai D. Afonso Henriques e, por outro lado, de continuar a reconquista aumentando o reino.

As consequências desastrosas da invasão em 1190 fez recuar a fronteira meridional até à Linha do Tejo, com excepção de Évora. Este castelo estava inserido na linha defensiva do Tejo contra as investidas muçulmanas, desempenhando um papel importante neste contexto

À Ordem do Hospital de S. João de Jerusalém, na pessoa do seu Prior Afonso Paes, D. Sancho I faz doação das "Terras de Guidintesta", em 13 de Junho de 1194, concedendo-lhe que edificasse um Castelo a que o próprio doador impôs que se desse o nome de Belver por considerar o local formosíssimo.

Julga-se que o castelo terá sido ocupado pelos cavaleiros da Ordem antes mesmo da sua conclusão, em 1212.


Créditos : O Historiador do GTL Belver Dr. Luís Filipe Dias

  • Doação à Ordem de Santiago (espatários) o edifício de Santos-o-Velho, junto a Lisboa.
Esta propriedade da herança pessoal do rei D.Sancho era constituída por uma herdade com casa e mandada construir por D.Afonso Henriques em memória de três pequenos mártires Veríssimo, Máximo e Júlia, cuja relíquias eram ali guardadas.
Esta propriedade viria a servir de Mosteiro à Ordem e aos seus frades e mais tarde paço real de D.Manuel I é agora o palácio da embaixada francesa

  • Concedido foral a Pontével
A fundação de Pontével é muito antiga, anterior á da nacionalidade, começa a constar na documentação régia logo a partir de Dom Afonso Henriques, mas, sobretudo, de Dom Sancho I, que lhe concede o primeiro foral, mais tarde confirmado por Dom Afonso II.

Assegurar o povoamento de zonas limítrofes de posições importantes, como era o caso de Pontével relativamente a Santarém.

Daí que o Rei doasse estas terras aos Francos de Vila Verde,.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Esboço duma nova guerra com Leão

Só neste ano de 1194 afinal viria a concretizar-se a separação entre o rei Leonês Afonso IX e a filha de Sancho I, Teresa porque as condições na Península se tinha alterado e um aproximação a Castela, adquiria para Leão uma nova e atraente perspectiva.

A ofensiva almóada na Península, veio alertar todos os reinos cristão para a possibilidade de serem atacados

Ao contrário do sogro Afonso IX, mandou o seus enviados a Marraquexe para tratar de organizar tréguas com o califa por cinco anos, ao mesmo tempo que se aproximava do seu rival de Castela, afinal o único que mantinha nessa altura uma atitude expansionista e agressiva contra os almóadas, por toda a Andaluzia.

Essa aliança chegou em Abril, pelo Tratado de Tordehumus promovida pelo cardeal Gregório, o mesmo que veio a determinar a efectiva separação entre Teresa e Afonso IX.

As cláusulas da separação dos bens do casal deixavam Portugal, numa situação de inferioridade, reconhecia-se o direito à posse dos castelos de D.Teresa, mas obrigavam o Rei a praticamente prescindir deles, sob pena de Leão entrar em guerra.

O clima era tenso e prefigurava um tempo de guerra que não viria contudo a acontecer, pela pouca consistência do Tratado de Tordehumus , entre as duas referidas coroas Penínsulares e pelo papel sempre presente da acção almóada bastante agressiva. como se verá brevemente.