Querendo ver outros blogs meus consultar a Teia dos meus blogs
Mostrar mensagens com a etiqueta 11.03-Ataque leonês a Celorico. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 11.03-Ataque leonês a Celorico. Mostrar todas as mensagens

domingo, 9 de dezembro de 2007

A conquista de Silves

  • Maio-Chega a Lisboa uma armada de cruzados da Dinamarca e Frísia que conquistam depois Alvor e Silves.
A caminho da Palestina, os cruzados da Escandinávia que chegaram a Lisboa, foram desafiados a participar, nesta "guerra santa" Peninsular ,a conquista das praças fortes do sul. Alvor parecia ser um alvo de fácil saque, satisfazendo os desejos de pilhagem, sem excessivo desgaste.

Após a conquista de Alvor e de terem chacinado toda a população, que segundo fontes da época, foi duma violência bárbara pouco consentânea com a natureza "cristã" desses cruzados.

Uma nova armada de cruzados chegada a Lisboa, foi igualmente aliciada a tomar parte da segunda iniciativa, desta feita mais difícil, a tomada de Silves.

Silves era uma praça muito importante, forte entreposto comercial e uma das mais conceituadas cidades almoádas, a capital da região oeste do Al-Andalus, conquista-la era abrir portas para a posse do Algarve.

Acertada a negociação da expedição com os cruzados, D.Sancho I, envia de imediato um exército destinado a uma primeira aproximação a Silves, para estudar as características da muralha e estabelecer a melhor estratégia de ataque.

Só os navios da esquadra dos cruzados alemães e flamengos eram 37, sendo os portugueses em numero indeterminado. Largaram de Lisboa a 16 de Julho e aportaram em frente a Portimão, 4 dias depois.

O cerco haveria de se prolongar e quando o rei D.Sancho chegou com grosso do seu exército, já havia sido repelido algumas tentativas de assalto ao castelo.

Reforçadas com a chegada de mais 40 navios portugueses que transportam máquinas de guerra, trouxeram um novo alento aos sitiantes.

Decisivo foi o ataque à couraça, que era a estrutura que protegia o depósito de água, que aconteceu em Agosto, cerca de dois meses depois da chegada a Portimão.

Uma vez conquistado o depósito da água que abastecia a cidade a sorte da conquista ficou definida.

Finalmente a 3 de Setembro o governador de Silves abandona a cidade, seguindo dum cortejo de habitantes debilitados, que deixavam na cidade todos os bens a haveres.

Foi assim que havia sido negociada a rendição e o saque, como era costume na época e que também tal como em Lisboa com seu pai, traria a Sancho alguma dificuldade em conciliar os interesse dos nobres portugueses com o dos cruzados.

Segundo os relatos dos cronistas do tempo, foi grande a confusão, entre a ganância dos cruzados "cristãos", que se apossaram de tudo, não querendo inclusivamente ceder a parte que aos portugueses dizia respeito, nem sequer respeitar a vida dos muçulmanos, em oposição à vontade de D.Sancho I, que ao contrário a pretendia manter, na tradição aliás dos reis peninsulares.

Naturalmente que para além do humanismo, que esta atitude poderia induzir também havia interesse em manter as vidas humanas, porque ao contrário dos cruzados que partiriam para outras terras no dia seguinte, para os que ficavam a vida continuava, tornando-se necessário que as pessoas continuassem.

D.Sancho ter-se-á enfurecido e expulsou os cruzados da cidade, obrigando-os a voltarem para os seus navios, de onde tinham partido, mas que só viriam a abandonar Silves no dia 20 de Setembro.

Enquanto isso, também Sancho, reorganiza a cidade, deixando-a nas mãos das ordens militares, consagrando a mesquita,´ como igreja no dia da Natividade de Santa Maria no dia 8 de Setembro.

Após esta conquista ficavam também sob o domínio português o conjunto de fortalezas subsidiárias de Silves e constituíam a sua linha defensiva : Sagres, Albufeira, Lagos, Alvor, Portimão, Monchique, Alferce, Carvoeiro, São Bartolomeu de Messines e Paderne.

  • Nascimento de D.Henrique 7 º filho de D.Sancho I, e morreu a 8 de Dezembro de ano incerto, ainda jovem.
  • O ataque leonês a Celorico da Beira, comprova que a área da encosta noroeste da Serra da Estrela era ainda no fim do século XII uma área instável do ponto de vista militar.